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ACRISMAT RELATA CRISE E PEDE AJUDA AO MAPA EM ENCONTRO DAS CADEIAS PRODUTIVAS

ACRISMAT RELATA CRISE E PEDE AJUDA AO MAPA EM ENCONTRO DAS CADEIAS PRODUTIVAS

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  • Publicado em: 02/08/2016
  • Por: Ícone Press

A Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) participou na última sexta-feira (29.07), juntamente com representantes de bovinos, aves, ovinos, peixes, o vice-governador, Carlos Fávaro e o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa) em exercício, Eumar Novacki, do Encontro das Cadeias Produtivas de Mato Grosso, em Cuiabá. A associação apresentou panorama da atual situação da suinocultura mato-grossense que passa por uma crise, devido o baixo preço de mercado, alto custo de produção, falta de políticas de incentivo e financiamento da produção de animais e a escassez do milho.

 

Segundo o diretor executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, atualmente a suinocultura em Mato Grosso gera 3.505 empregos diretos e 10.515 indiretos. Ao todo são 416 granjas comerciais espalhadas em 33.678 propriedades cadastradas no Estado. O Estado possui um plantel de 1,5 milhão de cabeças de suínos, dos quais 138 mil são matrizes.

 

“Apesar de Mato Grosso ser o quinto maior produtor de suínos e agregar valor aos grãos produzidos na região, a crise que afeta a suinocultura mato-grossense há cerca de um ano ameaça fechar granjas no Estado”, disse.

 

Uma das preocupações é com a elevação exorbitante no preço da saca de milho, que pode chegar próximo de R$ 50 ou até mesmo ultrapassar este valor, dependendo do nível de escassez.

 

“Muitos suinocultores estão preocupados com a posterior falta de milho para a alimentação dos animais, aqueles que conseguem, estão optando em plantar milho na tentativa de garantir sua sobrevivência neste período conturbado e precisam de apoio no ‘estoque de passagem’”, contou.

De acordo com Custódio uma alternativa seria os Empréstimos do Governo Federal (EGF), porém com valor cheio (100%) do valor da saca com preço já reajustado (18,09 e não os atuais 13,56), e não apenas 70% do valor do preço mínimo.  “Além disso, o aumentar o prazo para pagamento do EGF, estender, por exemplo, para um ano e parcelar em três ou quatro vezes”, disse.

 

O diretor executivo pontuou também a necessidade de financiamento/linha de crédito permanente para a retenção de matrizes suínas, com prazo de reembolso de até 3 três anos, incluídos até 24  meses de carência. Inclusão da carne suína na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). “Não é para regular o mercado e, sim, ter a garantia que em um momento de crise, os produtores possam ter esta proteção”, afirmou.

 

A redução da alíquota de ICMS na comercialização estadual e interestadual de suínos vivos de 12% para 7%, assim como é feito com o boi é outra medida. “Outros Estados, como o Paraná e Santa Catarina, já tomaram essa medida para aliviar o setor dos impactos da elevação do custo de produção com a alta acentuada no preço do milho”, ressaltou.

 

Custódio ainda afirmou que a preocupação maior é com os produtores independentes, que já não conseguem mais arcar com as despesas e encontram dificuldades para obterem linhas de crédito. “Suinocultores que estão há mais de 30 anos no ramo, estão fechando granjas, e muitos analisam a possibilidade de deixar a atividade por conta do alto custo de produção, impulsionado pela inflação do milho e baixa remuneração pelo quilo do suíno”, reforçou.

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