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DIA INTERNACIONAL DE COMBATE à HOMOFOBIA FOI CELEBRADO COM SEMINáRIO

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE à HOMOFOBIA FOI CELEBRADO COM SEMINáRIO

  • Sociedade
  • Publicado em: 18/05/2018
  • Por: Ícone Press

​Evento contou com diversas ações como: cine debate, apresentações culturais, mesa de diálogos, entre outros

O Dia Internacional de Combate à Homofobia foi celebrado nesta quinta-feira, 17 de maio, com o Seminário “Paremos a Homofobia”. O evento, que teve o objetivo de dar visibilidade a data para que os desafios históricos da população LGBT possam ser problematizados, aconteceu no auditório do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

O evento contou com diversas ações como: Cine Debate do filme Corpos Vivíveis do diretor Fábio Morelli sobre a sobrevivência da população LGBT, apresentações culturais; mesa de diálogos: “Percursos e percalços da/na Homofobia, Lesbofobia, Transfobia e bifobia no contexto de Mato-grossense”, além do Show trans com Michelly Rodrigues de Oliveira.

Para a acadêmica de Serviço Social (UFMT), debatedora e ativista trans da Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso (ASTRAMT), Raphaely Luz, é preciso chamar a atenção para e sensibilizar as pessoas sobre o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais). “A intenção desses eventos normalmente é sensibilizar as pessoas que não são LGBT a entenderem um pouco mais do nosso universo, de todas as categorias que fogem da normatividade. Então primeiramente, esse evento é nosso, mas é para todo tipo de público, para que compreendam o que nós somos”, pontuou.

Segundo a Coordenadora da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Serviço Social 20ª Região (Cress/MT), Suzi Costa, o Conselho Federal de Serviço Social e o CRESS tem amadurecido ao longo dos anos um debate crítico sobre a defesa dos direitos da população LGBT.

“O conjunto vem se posicionando na defesa destes direito e no enfrentamento da homofobia, lesbofobia, bifobia e transfobia enquanto bandeira de luta. Tanto que em 2006 realizamos a campanha ‘O amor fala todas as línguas’ em defesa dos direitos da população LGBT. Além de possuirmos três resoluções sobre o tema”, afirmou.

A coordenadora destacou que a Resolução CFESS Nº 489/2006 de 03 de junho de 2006 estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do assistente social, regulamentando princípio inscrito no Código de Ética Profissional. Já Resolução CFESS Nº 615, de 08 de setembro de 2011 dispõe sobre a inclusão e uso do nome social da assistente social travesti e do(a) assistente social transexual nos documentos de identidade profissional. E a mais recente a Resolução CFESS Nº 845, de 26 de fevereiro de 2018, fala sobre a atuação profissional do/a assistente social em relação ao processo transexualizador.

Dados

Em 2018 oito pessoas já morreram em Mato Grosso, das quais três foram decorrentes de suicídios. Já em 2017, de janeiro a dezembro, foram 14 homicídios e em 2016, no mesmo período, foram nove. Os dados são do Grupo Estadual de Combate ao Crime de Homofobia (GECCH) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT). Além de monitorar estas informações, a unidade também é responsável por compilar e encaminhar o andamento das denúncias que envolvem crimes desta natureza.

Segundo o secretário do GECCH, major Ricardo Bueno de Jesus, a maioria dos casos ocorre no âmbito familiar e muitos não chegam ao conhecimento dos órgãos de segurança. “Por isso, é muito importante registrar a ocorrência ou denunciar qualquer caso relacionado, para nós acompanharmos e prestar a assistência necessária. É preciso ampliar a consciência de que a única coisa errada é o preconceito”, ressaltou. Os canais de denúncia são os Disques 100 / 190 (PM-MT) / 197 (PJC-MT), ou pessoalmente nas delegacias de polícia.

Já a professora da UFMT, Adriana Sales, complementou que no Brasil você não consegue mudar a cultura se não for via política instituída. “Um exemplo é a Lei Maria da Penha, hoje já existe um outro olhar sobre a violência contra as mulheres, que são muito assassinada no país. E a comunidade LGBT não quer mais essas gambiarras políticas, mas sim políticas que de fato reconheçam todo tipo de gênero e sejam eficazes”, finalizou.

O seminário foi uma realização do Conselho Regional de Serviço Social 20ª Região (Cress/MT), da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES), do Conselho Regional de Psicologia 18ª Região MT (CRP 18-MT), do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (ADUFMAT) e do Movimento Estudantil de Ocupação ICHS/IGHD.

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