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FIM DE ANO EXIGE MAIS ATENçãO DE  CONSUMIDORES E LOJISTAS

FIM DE ANO EXIGE MAIS ATENçãO DE CONSUMIDORES E LOJISTAS

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  • Publicado em: 20/12/2018
  • Por: InLoop Web

Diante da maior circulação de pessoas e de dinheiro no mercado em função das compras de Natal e Ano Novo, Sicredi orienta que seja feita a conferência das cédulas

Dezembro é um mês de alegria para consumidores e comerciantes. É o período em que os trabalhadores recebem o tão esperado 13º salário e os lojistas veem suas lojas cheias de pessoas à procura de presentes para o Natal e Ano Novo, movimento que torna a ocasião a melhor data do calendário varejista, com resultados acima de todos os meses do ano. No entanto, esse entusiasmo para as vendas não deve sobrepor os cuidados que os comerciantes devem ter na hora de receber pelas compras, especialmente os pagamentos feitos em dinheiro. Isso porque, é justamente neste período de maior circulação de pessoas e de dinheiro no mercado que os golpistas aproveitam para agir. E uma das ações realizadas por eles é repassar cédulas falsas.

Para se ter uma ideia do montante que vai circular na economia, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) calcula que em Mato Grosso serão pagos R$ 3,185 bilhões em 13º salário para trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. Serão beneficiados 1.286.772, o que inclui trabalhadores do mercado formal, aposentados e pensionistas. O valor médio do 13º salário é de R$ 2.260,00, no Estado, e a perspectiva é que boa parte desse dinheiro seja gasto no comércio.

Levantamento realizado pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas e Socioambientais (Nupes) da UFMT, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) aponta que 18% dos entrevistados pretendem fazer compras neste fim de ano. Deste universo, 57,5% pretendem comprar presentes de Natal. Sobre a forma de pagamento, 57% responderam que usarão dinheiro; 28,2% usarão cartão de débito e 27,5% vão utilizar cartão de crédito.

Diante de um percentual expressivo de pessoas que pretendem pagar suas compras em dinheiro, fica a questão: como o lojista pode se proteger contra os golpistas e evitar o recebimento de cédulas falsificadas? E o cidadão, como deve se comportar para não ser vítima de fraudadores? O assessor de Segurança do Sicredi, Aparecido Matias Marques, afirma que a maneira mais eficiente para não cair em golpes envolvendo dinheiro falso é conferir nota por nota. Ele explica que as cédulas legítimas possuem itens de segurança facilmente identificados como a marca d’água, faixa holográfica, número escondido e alto-relevo, que são os mais comuns, mas que há vários outros. “A textura das cédulas autênticas é diferente. Com o toque é possível perceber se é verdadeira ou falsa. Isso porque o papel moeda é feito com fibras de algodão que dão uma textura especial às cédulas”.

Excesso de confiança e descuido são as principais características citadas por Marques para definir o momento em que a maioria das pessoas manuseia dinheiro em papel. Ele diz que muitas pessoas pensam que esse evento nunca acontecerá com elas e acabam não conferindo as cédulas quando as recebe, seja de uma pessoa ou ao sacar no caixa eletrônico. A afirmação coincide com o comportamento da auxiliar de serviços gerais Maria Aparecida da Silva Barreto, que não confere o dinheiro que recebe. “Nunca conferi e nunca peguei uma cédula falsa, pelo menos que eu saiba. Não é descuido, acho que é confiança de que isso não acontece”, comenta ela, ao dizer que praticamente todas as contas pagas por ela são em dinheiro, assim como a forma de pagamento usada nas compras em supermercado e farmácia.

E a confiança depositada por Maria Aparecida e outros tantos cidadãos na circulação apenas de dinheiro verdadeiro no mercado é colocada em xeque diante dos números registrados pelo Banco Central, que aponta o recolhimento de 8.857 notas falsificadas em Mato Grosso de janeiro a novembro, 34,4% a mais que a quantia registrada no mesmo período de 2017, quando foram 6.587 unidades. As cédulas mais recolhidas foram as da 2ª família do real, com maior volume em notas de R$ 20 (3.412), R$ 50 (2.798) e R$ 100 (1.382). Em todo o país, no mesmo período, o BC registra o recolhimento de 438.020 cédulas, baixa de 18,6% sobre o volume contabilizado em 2017, quando foram 538.518. No território nacional, as cédulas de R$ 100 foram as mais falsificadas, com 165.286 unidades este ano.

“Diante desses números, as pessoas devem estar sempre atentas para não se tornar vítimas do próprio comportamento. Por mais que o estabelecimento esteja lotado de gente ou se o consumidor pagar com muitas notas é imprescindível que cada uma das cédulas seja conferida para evitar um possível prejuízo”, aconselha Marques. Este é o procedimento adotado pelo chef de cozinha, Tolentino Neto, que possui uma rotisseria em Cuiabá. Ele diz que o dinheiro representa 10% dos recebimentos, atrás do cartão de crédito (70%) e débito (20%) e que cada cédula é conferida pela profissional que fica no caixa, sempre muito focada. “Temos todo o cuidado e fazemos a conferência das cédulas. Acho que por isso mesmo que nunca pegamos uma falsificada, pois é um prejuízo, qualquer que seja o valor”.

O comércio varejista está bem precavido contra os golpistas. Nelson Soares, presidente da CDL Cuiabá, afirma que a entidade repassa aos lojistas as orientações do Banco Central acerca das características do dinheiro e que os comerciantes também adotam algumas ferramentas para auxiliar a identificar a falsificação como as canetas especiais e raio ultravioleta. “Temos poucos relatos de lojistas que receberam nota falsa e isso graças ao cuidado que todos têm. E nesta época do ano o cuidado deve ser dobrado, pois quando a movimentação de pessoas e de dinheiro cresce também aumenta o risco de golpes”.

Saquei cédula falsa, e agora?

Segundo informações do Banco Central, o cidadão não deve aceitar notas ou moedas metálicas suspeitas de falsificação, pois são produtos de ações criminosas. A autoridade monetária nacional aconselha sempre verificar o dinheiro e seus elementos de segurança e se não percebê-los, recusar o recebimento da cédula ou moeda. Quando a pessoa perceber que sacou uma cédula suspeita no caixa eletrônico, o BC diz que o cidadão deve procurar qualquer agência do banco do qual é correntista e apresentar a cédula ou moeda. O banco é obrigado a trocar o dinheiro suspeito imediatamente. Não é preciso tirar um extrato da conta para comprovar o saque, uma vez que os bancos têm o registro de todos as retiradas, inclusive em caixas eletrônicos.

Já se a pessoa recebeu dinheiro suspeito de falsificação sem perceber, em outras circunstâncias como no comércio ou algum pagamento, ela deve procurar qualquer agência bancária e entregar a cédula ou moeda metálica. O banco anotará os dados dela (nome, endereço, documento de identificação, CPF ou CNPJ no caso de empresas) e enviará a cédula ou moeda para análise do Banco Central. Se ficar comprovado que a cédula é legítima o cidadão será ressarcido pelo banco. Mas, se ficar comprovado que a cédula é falsa, não haverá reembolso.

Mais informações e dicas de segurança envolvendo cédulas do Real podem ser obtidas no site do Banco Central do Brasil, ou diretamente no link:

https://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/n/MECIRCEDSEG

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,9 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 22 estados* e no Distrito Federal, com mais de 1.600 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.  

*Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

O Sicredi Centro Norte, composto pelos estados de Mato Grosso, Rondônia, Pará e Acre, tem cerca de 392 mil associados, com 166 agências em 138 municípios.

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